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Psicóloga em Barueri, CRP 06/142333 Agendar avaliação

Como funciona a terapia de casal, sessão por sessão

Por Dra. Mônica Belarmino, Psicóloga CRP 06/142333

Casal sentado lado a lado conversando com a psicóloga durante uma sessão de terapia de casal em consultório

Resposta rápida

A terapia de casal costuma seguir fases: primeiro, uma avaliação com os dois juntos e, às vezes, encontros individuais; depois, uma devolutiva com os padrões identificados e os objetivos; em seguida, sessões de trabalho com técnicas de comunicação e resolução de conflitos; por fim, encontros mais espaçados até a alta.

Vocês decidiram procurar ajuda, ou estão quase lá. Mas falta uma peça: entender o que vai acontecer depois que a porta do consultório fechar. Como é a primeira sessão? A psicóloga vai ouvir os dois ao mesmo tempo? Quanto tempo dura? Tem lição de casa?

Entender como funciona a terapia de casal tira boa parte da ansiedade de começar. Em linhas gerais, o processo segue fases: avaliação, devolutiva com objetivos, sessões de trabalho e espaçamento até a alta. Cada casal percorre esse caminho no próprio ritmo, mas a estrutura ajuda a saber onde vocês estão.

Vou descrever cada etapa como costumo conduzir, para que vocês cheguem à primeira sessão sabendo o que esperar.

Se quiserem tirar alguma dúvida antes, é só me chamar no WhatsApp.

O que acontece antes da primeira sessão?

Antes da primeira sessão, normalmente acontece um contato breve, por mensagem ou telefone, para entender o motivo da busca, combinar horário e formato (presencial ou online) e esclarecer dúvidas práticas. Esse contato não é a terapia ainda: serve para garantir que a terapia de casal é o caminho adequado e que os dois sabem o que vem pela frente.

Nesse primeiro contato, é comum eu perguntar algumas coisas básicas: há quanto tempo vocês estão juntos, o que motivou a busca agora, se os dois concordam em vir. Também é o momento de verificar se existe alguma situação de violência ou medo na relação, porque, nesses casos, o atendimento de casal não é o primeiro passo indicado.

Uma dica: vale os dois conversarem antes sobre o que esperam da terapia. Não precisa chegar a um acordo, só saber o que o outro pensa.

Como é a primeira sessão de terapia de casal?

A primeira sessão é de conhecimento: a psicóloga ouve os dois, entende o motivo da busca, pergunta sobre a história do casal e explica como o trabalho vai funcionar. Ninguém é julgado ou declarado culpado. É uma conversa para mapear o terreno, combinar regras e começar a criar um espaço seguro para os dois.

Uma primeira sessão costuma passar por estes pontos:

  1. Por que agora? O que fez vocês buscarem ajuda neste momento, e não antes ou depois.
  2. A visão de cada um. Cada um conta, com suas palavras, o que acha que está acontecendo. É comum as versões serem bem diferentes, e isso é esperado.
  3. A história do casal. Como se conheceram, o que os aproximou, fases boas e fases difíceis.
  4. O que já tentaram. Conversas, viagens, tempo separados, outras terapias.
  5. Os combinados. Frequência, duração, faltas, sigilo e como funcionarão eventuais sessões individuais.

Imagine um casal em que ele diz “a gente só briga por causa de dinheiro” e ela diz “o problema é que eu me sinto sozinha”. Os dois estão falando da mesma relação, de pontos de vista diferentes. Na primeira sessão, a ideia não é decidir quem tem razão, e sim registrar as duas versões como partes do mesmo quadro.

A terapia de casal tem sessões individuais?

Muitas vezes, sim. Na fase de avaliação, é comum haver um encontro individual com cada um, para que cada pessoa conte sua história familiar, suas expectativas e suas dores com mais liberdade. A regra sobre o que é dito nesses encontros, se pode ou não ser levado para a sessão conjunta, é combinada com os dois no início.

Essa combinação faz diferença porque evita mal-entendidos. Existem formas diferentes de trabalhar com isso, e o essencial é que os dois saibam desde o início como a informação vai circular. O objetivo não é guardar segredos que prejudiquem o trabalho, e sim permitir que cada um fale de coisas que ainda não sabe como dizer na frente do outro.

Nesses encontros individuais, costumo explorar a história de cada um antes da relação: como era a família de origem, como os pais lidavam com conflitos, como a pessoa aprendeu a lidar com raiva, tristeza e afeto. Muitas brigas de casal têm raízes que vêm de muito antes do casal existir.

O que é a devolutiva e por que ela é tão importante?

A devolutiva é a sessão em que a psicóloga apresenta ao casal o que percebeu na avaliação: os padrões que se repetem, os pontos fortes da relação, as áreas de maior conflito e uma proposta de objetivos. É um momento de virada, porque o casal passa a enxergar o problema como um ciclo dos dois, e não como defeito de um só.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, abordagem em que me formei pela PUC e pelo CETCC (com formação em terapia de casal pela PUC-SP), esse momento envolve explicar o ciclo do casal em termos de pensamentos, emoções e comportamentos. Um exemplo de como isso pode ser apresentado:

SituaçãoPensamento de umReaçãoPensamento do outroReação
Ele chega tarde sem avisar“Eu não sou prioridade”Ela critica e cobra“Nunca sou suficiente”Ele se fecha e se afasta
Ela pergunta sobre a conta do cartão“Ela está me controlando”Ele responde seco“Ele esconde coisas de mim”Ela insiste e desconfia mais
Fim de semana sem planos“Ele não se interessa por nós”Ela sugere passeio com irritação“Qualquer coisa vira cobrança”Ele diz que está cansado

Quando o casal vê o ciclo desenhado assim, algo muda: em vez de “você é o problema”, a conversa passa a ser “esse ciclo é o problema, e nós dois o alimentamos”.

A partir da devolutiva, definimos objetivos concretos juntos. Não “voltar a ser feliz”, que é amplo demais, mas algo como “conseguir conversar sobre dinheiro sem gritar” ou “voltar a ter um momento a dois por semana”.

Como são as sessões de trabalho, na fase intermediária?

Nas sessões de trabalho, o casal traz situações reais da semana e, com a ajuda da psicóloga, pratica novas formas de conversar, de lidar com conflitos e de se aproximar. É a fase mais longa, e combina conversa, técnicas estruturadas e tarefas entre as sessões, sempre ligadas aos objetivos definidos na devolutiva.

Algumas coisas que costumam acontecer nessa fase:

Treino de comunicação

A psicóloga ajuda o casal a trocar acusações por pedidos claros. Em vez de “você nunca me ajuda”, algo como “eu fico sobrecarregada às terças, você poderia buscar as crianças nesse dia?”. Parece simples no papel, mas exige prática, e a sessão é o lugar para treinar com apoio.

Resolução de problemas

Para temas práticos (dinheiro, divisão de tarefas, rotina com filhos), usamos um passo a passo: definir o problema com clareza, levantar opções sem julgá-las, escolher uma, testar por um tempo e avaliar.

Reestruturação de interpretações

Quando um dos dois interpreta um comportamento do outro de forma muito negativa, trabalhamos essa leitura. “Ele não respondeu a mensagem porque não se importa” pode virar “ele não respondeu, e eu ainda não sei o motivo”.

Reaproximação e intimidade

Não é só sobre parar de brigar. Também trabalhamos o lado bom: carinho, admiração, tempo juntos, desejo. Uma relação sem brigas, mas sem afeto, continua vazia.

Como é a estrutura de uma sessão comum?

Uma sessão comum de terapia de casal costuma começar com uma checagem rápida da semana e das tarefas, seguir para o tema principal escolhido pelo casal ou pela psicóloga e terminar com um resumo do que foi percebido e um combinado para os próximos dias. Essa estrutura dá previsibilidade e evita que a sessão vire apenas desabafo.

Na prática, o roteiro de uma sessão se parece com isto:

  1. Abertura: como foi a semana? Algo importante aconteceu? A tarefa foi feita?
  2. Agenda: o casal e a psicóloga escolhem juntos o tema principal daquele encontro.
  3. Trabalho: análise de uma situação real, treino de uma conversa, revisão de uma interpretação.
  4. Fechamento: cada um diz o que leva da sessão, e combina-se a tarefa da semana.

Às vezes, o planejado muda porque algo grave aconteceu nos últimos dias. Tudo bem: a estrutura serve ao casal, e não o contrário. O essencial é que, mesmo nas sessões mais emocionais, haja um momento de organização no final, para que ninguém saia do consultório “aberto” demais sem saber o que fazer com aquilo.

O que são as tarefas entre as sessões?

As tarefas entre as sessões são pequenos exercícios que o casal faz em casa para levar o que aprendeu no consultório para a vida real. Podem ser conversas estruturadas de 15 minutos, registros de situações de conflito, combinados de rotina ou momentos de qualidade a dois. Elas não são obrigação escolar: são o lugar onde a mudança acontece de verdade.

Exemplos de tarefas comuns:

  • Conversa semanal do casal, com horário marcado, para falar da semana sem celular.
  • Registro de um conflito: o que aconteceu, o que cada um pensou e sentiu, como terminou.
  • Um gesto de cuidado por dia, pequeno, escolhido pensando no que o outro valoriza.
  • Pausa combinada: quando a briga esquenta, um dos dois pede pausa de 20 minutos, e os dois voltam à conversa depois.

Se a tarefa não for feita, isso também vira assunto da sessão. Às vezes, entender por que não deu certo ensina mais do que a própria tarefa.

O que atrapalha o processo

  • Faltar com frequência ou cancelar em cima da hora.
  • Usar o que foi dito na sessão como arma na próxima briga.
  • Esperar que só o outro mude.
  • Esconder informações importantes da psicóloga.
  • Desistir na primeira sessão difícil.

Como termina a terapia de casal?

A terapia de casal termina quando os objetivos combinados foram alcançados de forma estável, ou quando o casal decide, com clareza, seguir outro caminho. O encerramento costuma ser gradual: as sessões ficam quinzenais, depois mensais, e o casal passa a aplicar sozinho o que aprendeu. Algumas vezes, há sessões de acompanhamento depois da alta.

Na fase final, revisamos juntos o caminho: o que mudou, o que ainda pede atenção, quais sinais indicam que o ciclo antigo está voltando e o que fazer nesse caso. Esse plano de prevenção de recaídas existe porque todo casal, em algum momento, vai passar por uma fase difícil de novo.

Também é preciso ser honesta: nem toda terapia de casal termina com os dois juntos. Às vezes, o processo ajuda o casal a perceber que a separação é o melhor caminho, e a fazê-la com mais respeito, especialmente quando há filhos. Isso também é um resultado legítimo do trabalho.

Quanto tempo dura a terapia de casal?

Não existe um tempo fixo. A duração depende do motivo da busca, de há quanto tempo o problema existe, do envolvimento dos dois e dos objetivos combinados. Alguns casais trabalham uma questão pontual em menos tempo; outros precisam de um processo mais longo. O progresso é revisado periodicamente com o casal.

Por ética, e por respeito a cada história, não prometo prazo nem resultado. O que posso oferecer é clareza sobre o que está sendo trabalhado em cada fase e revisões periódicas para que vocês saibam se o processo está caminhando.

Como a terapia de casal pode ajudar vocês?

A terapia de casal oferece método, imparcialidade e um espaço semanal para vocês olharem a relação com ajuda de alguém de fora. Ela ajuda a transformar brigas repetitivas em conversas possíveis, a entender o que está por trás das reações de cada um e a decidir, com mais consciência, o futuro da relação.

Em mais de 15 anos de prática clínica e mais de 16 mil atendimentos, vejo que o que mais faz diferença não é a gravidade do problema na chegada, e sim a disposição dos dois em olhar para a própria parte no ciclo. A terapia não é mágica e exige trabalho, mas esse trabalho tem direção.

Atendo casais presencialmente em Barueri, com fácil acesso para quem vem de Alphaville, e também online para todo o Brasil. Você pode conhecer mais na página de terapia de casal em Barueri ou, se preferir, na de terapia de casal online.

Dra. Mônica Belarmino, Psicóloga CRP 06/142333

Saber o caminho deixa o primeiro passo mais leve

Agora vocês sabem o que esperar: uma avaliação cuidadosa, uma devolutiva que mostra o ciclo, sessões de prática e um encerramento planejado. Não é um processo misterioso, é um trabalho com etapas.

Na terapia de casal, o adversário deixa de ser o outro. Passa a ser o ciclo que os dois aprenderam a repetir.

Vocês não precisam chegar com tudo resolvido, nem com certeza sobre o futuro. Só precisam topar sentar juntos e olhar para a relação com honestidade.

Se fizer sentido, me chamem no WhatsApp para agendar a primeira sessão, presencial em Barueri ou online.

Perguntas frequentes

A psicóloga de casal toma partido de um dos dois?

Não. O papel da psicóloga é ser imparcial em relação às pessoas e cuidar da relação como um todo. Isso não significa concordar com tudo: ela pode apontar comportamentos que machucam, venham de quem vierem, sempre com o objetivo de ajudar os dois a se entenderem melhor.

Na terapia de casal também tem sessão individual?

Pode ter. Muitas abordagens incluem encontros individuais na fase de avaliação, para que cada um conte sua história com mais liberdade. A forma de lidar com o que é dito nesses encontros é combinada com o casal logo no início.

Com que frequência acontecem as sessões de terapia de casal?

No início, o mais comum é que sejam semanais, para dar continuidade ao trabalho. Com o avanço do processo, as sessões podem ficar quinzenais ou mensais, até a alta. Esse ritmo é sempre combinado com o casal.

O que acontece se a gente brigar durante a sessão?

Brigas na sessão acontecem e podem até ser úteis, porque mostram o padrão do casal ao vivo. A psicóloga ajuda a desacelerar a conversa, pode propor pausas e transforma aquele momento em aprendizado, para que a discussão não termine do mesmo jeito que termina em casa.

Dra. Mônica Belarmino

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